O que dizem de Macalé









Existe um grupo de artistas da MPB que têm talento invejável. Macalé, cantor, compositor e arranjador está nesta lista. Macalé brinca com o público. O público corresponde. Canta com seu ídolo. Ninguém se segura com a incrível interpretação do Desafinado. Um espetáculo bem dosado, bem cuidado, em que não falta bom gosto, carinho e dedicação ao público e à arte. Um show imperdível para qualquer pessoa, mas sobretudo, para os amantes da música.
Visão, 4/10/1985, Show Delta Zero

Entre todas as posições de música popular, Jards Macalé, prefere todas. Instrumentista, compositor, intérprete, produtor, diretor, agitador cultural... Tudo com jeito novo de interpretar.
Jornal do Brasil, 24/7/1985

Como tudo o que assina, Macalé compôs um painel brilhante de obra dos grandes compositores, ordenando as músicas escolhidas de forma conceitual, conferindo-lhes sentido e dinâmioca ainda maiores do que os que guardam, isoladas.
(Mauro Dias) O Globo, 27/7/1987, sobre o disco 4 Batutas & 1 Coringa

O Jards faz o samba em toda a sua naturalidade e pureza, recriando... É um intérprete fabuloso.
(Nivaldo Rangel) O Povo, Fortaleza, 27/7/1987

Jards Macalé volta com uma obra notável. O compositor de algumas canções inesquecíveis da década de 70 dá lugar ao cantor e ótimo violonista... O resultado é sutil e sofisticado, num disco que pode ser curtido integralmente.
(Antonio Carlos Miguel) Manchete, 17/10/1987

Macalé gravou, de cara, uma peça de antologia.
(Roberto M. Moura) ) O Dia, 10/5/1987, sobre o disco Rio Sem Tom

Um artista capaz de tudo. Capaz de compor como poucos atores fariam o personagem de um filme de Nelson Pereira dos Santos. Capaz de hipnotizar e levar ao paroxismo - como poucos mambembes fariam - uma multidão de jovens cantando no Parque lage. Capaz de assumir com desprendimento uma coadjuvância criativa para com Moreira da Silva, parceiro de palco no Projeto Pixinguinha. Capaz, em contrapartida, de jogar igual com o honorável Confúncio, em parceria belíssima... Este é Jards Macalé, um ser humano sempre surpreendente.
Jornal O Estado de Teresina, 24/5/1987

Jards Macalé com repertório soberbo.
(Edilson Leal) Folha de Londrina, 18/6/1987

Jards Macalé lança disco impecável... A voz cada vez mais límpida e lúcida de Macalé... São 12 composições com o valor do passado e vestidas de futuro. Um elo inteligente, que poucos artistas ousam construir.
(Airton Seligman) Diário Catarinense, 19/6/1987

Jards Macalé não precisa dizer, com seu último disco, o que tem a fazer em matéria de música popular brasileira... Se há algo que ele prova, é que não precisa provar nada a ninguém... E se há algo que Jards Macalé prova, é que tem lugar garantido e privilegiado no cenário.
(Joca Wolff) O Estado, Florianópolis, 26/6/1987

Para a música brasileira, Jards Macalé está numa posição coerente e agradável... A sua performance é das melhores... O repertório é exato... Em alguns momentos Jards Macalé se faz voz e violão, noutros vai de cuíca e tamborim, mas guarda passagem onde sua voz é apoiada por cordas apenas. Quatro Batutas e Um Coringa está bem à altura de tudo o que nós sabemos poder alcançar.
(Ricardo Anísio) Jornal A União, João Pessoa, 9/7/1987, sobre 4 Batutas & 1 Coringa

Com seu fraseado de esgares, palavras mastigadas e um permanente interesse pelo lado gutural da interpretação, ele canta pérolas dos repertórios de Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho, Lupiscínio Rodrigues e Geraldo Pereira... Nada de clássicos óbvios, e se é o caso (Luz Negra, A Flor e o Espinho), Macalé vai por caminhos tão opostos ao esperado que é preciso recalcular os ouvidos de acordo com os novos códigos do intérprete... Macalé enxerta pausas de "mil compassos" e destaca o lirismo do samba encabulado de pouco valor nesta terra de doutor, como diz a letra. É seu doutor, o Macalé - tanto quanto o samba - tem razão. Está na hora de reprocessar e ouvir com ouvidos novos o velho ritmo e seus poetas desarmados.
(Tarik de Souza) Jornal do Brasil, 9/7/1987, sobre 4 Batutas & 1 Coringa

Jards Anet da Silva, ou melhor, da vida, volta com um disco surpreendente... O tratamento que Macalé dá a cada uma das músicas de 4 Batutas & 1 Coringa é de arrepiar... Nunca se viu tanta obra-prima reunida num só disco, cantadas por um intérprete da pesada... O disco vira uma obra-prima, quando você acaba de ouvir e não quer voltar a uma faixa ou outra. Não tem faixa pior. São todas sublimes.
(Alberto Villas) O Estado de São Paulo, 15/7/1987

Trata-se de uma obra rara... Macalé revisita a obra de Paulinho, Nelson, Geraldo Pereira e Lupiscínio quase que de dentro delas - com o milagre de não sacrificar jamais as suas características de intérprete singular. Desafio qualquer amante da música brasileira a não gostar de Quatro Batutas & Um Coringa... Em Bolinha de Papel, Geraldo Pereira, Macalé radicaliza a incrível noção de divisão do compositor - e vai mais longe que a gravação célebre de João Gilberto...
(Roberto M. Moura) O Dia, 19/7/1987

Ao reler a obra de geniais compositores da música popular, Jards Macalé descobre em cada um deles uma particularidade até então obscura... Recusa o presumível itinerário de todos os compositores que homenageia e enriquece a seu modo as músicas que escolheu para gravar... Desnuda em cada interpretação a intimidade imprescindível com as rimas que persegue. Ele transgride os rígidos preceitos da obviedade...
(Timóteo Lopes) Revista Isto É, 22/7/1987

Como tratar esteticamente quatro dos mais peculiares (e fortes) compositores e um intérprete de música popular? Cada um se caracteriza pela força própria. Jards Macalé, também... O disco tem unidade estética de tratamento, montada a partir da busca de precisão. Macalé trabalha muito com a divisão, arte fundamental e um tanto esquecida da música popular na qual ele é bamba. Tanto Lupiscínio quanto Nelson Cavaquinho ganham sentidos novos. Por contraste, Geraldo Pereira e Paulinho da Viola também... É uma viagem pelo belo.
(Jorge Caldeira) Folha de São Paulo, 24/7/1987

Vivendo um momento extremamente criativo, Jards Macalé precisa ser visto e revisto. Importante da Bossa-Nova à Tropicália e a tudo o que veio depois.
(Mauro Dias) O Globo, 11/8/1986

De noite o vi tocando no Circo Voador. Macalé e seu violão. Já era tarde, mas o público não queria deixá-lo sair.
Revista Bizz, Janeiro/1987

A falada música popular brasileira está vivíssima. O espetáculo que Jards Macalé apresenta até amanhã garante uma constatação... Um banquinho e um violão, em outras palavras, simplicidade, os mesmos elementos que fazem deste show de Macalé uma aula de música em poucas lições. O músico transmite seus conhecimentos com uma docilidade inimaginável. A aula de Macalé pressupõe diálogo, uma maneira muito singela que ele encontrou de ensinar com a ajuda de assovios, sussuros e gritos do público.
(Mauricio Stycer) O Estado de São Paulo, 7/2/1987

Macalé não é apenas um excelente violonista e um surpreendente cantor - é um reinventor daquilo que interpreta. As suas versões tantos de suas músicas como de clássicos nacionais ou não (como a versão do rock Blue Suede Shoes) são imperdíveis. Artista preocupado com o que se passa nas ruas da cidade, Macalé transforma o material com que lida em instrumento de comentário social, sem jamais escorregar para o panfletarismo... E tudo fica, de repente, moderno, novo, inusitado, pois Macalé é, fácil de dizer, a surpresa em ação.
(Luiz Carlos Cabral) O Nacional, 8/4/1987

Uma trilha sonora dos anos 70 não seria possível se não tivese pelo menos seis músicas de Jards Macalé... Macalé, também cantor de dotes especiais, mostra essa pequena enciclopédia da música brasileira com sua atual tranquilidade... Macalé tem percorrido, em participações importantes todos os movimentos da música brasileira desde os 60... O show é uma ótima oportunidade para saber que surpresa nos reservam os anos 80.
Jornal do Brasil, 6/5/1986

O espetáculo mostra um artista amadurecido, que encara sua música como seu partido político e seu credo.
(Nelson Hoineff) O Dia, 7/5/1986, sobre o show Mistura Fina

Desde os anos 60, seu nome é sinônimo de novo, de qualidade de ousadia... Jards Macalé acabou recentemente uma temporada, num dos shows mais importantes a que o Rio de Janeiro assistiu nos últimos anos... É este espetáculo que Jards Macalé vai levar para São Paulo e Brasília, onde ele canta com os dentes, a língua, a saliva, a respiração, um perfeita integração de música e letra, as palavras sendo divididas em sílabas que vão se transformando em novos e surpreendentes sons. Uma verdadeira orquestra na garganta, com direito a todos os instrumentos... E só quem entende de música com maiúscula, é capaz de fazer o que Jards Macalé vem criando durante todos estes anos... Jards Macalé está presente em todos os momentos em que a arte brasileira respira algo novo. Mas, logo depois, procura-se por ele - e onde está? Mais adiante, abrindo novos caminhos.
(Arthur Laranjeiras) Visão, 4/6/1986.0

 


Jards Macalé - Site Oficial
jmacale@brazilianmusic.com.br
Hélio Rodrigues Produções

 

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