Renato Vargas

Se o violão, a partir dos anos 60, tornou-se o instrumento maior da sonoridade característica do que se passou a chamar MPB, o barzinho passou a ser o espaço onde músicos deste estilo buscavam o primeiro contato com a platéia.

Ao mesmo tempo, funcionou como o depositário de um repertório hoje já cristalizado, e totalmente reconhecido, como standards.

Qualquer um que quisesse ouvir (e cantar junto) aquela do Caetano, ou do Milton, do Djavan, quem sabe até do Geraldo poderia dar uma passada no bar mais próximo que certamente teria seu pedido atendido por um músico que, apenas com seu violão em punho, destilaria as canções atualmente identificadas como de barzinho.

O cantor e violonista carioca Renato Vargas encontrou a fórmula para impulsionar sua carreira ao gravar ao vivo, só voz e violão, grandes clássicos da MPB, daqueles que todo mundo pede nos bares da vida. Como, "Sampa", "Andança" e "Eu Sei Que Vou Te Amar", entre outros. 

A carreira do cantor Renato Vargas foi galgada a duras penas. Foram 25 anos tocando em barzinhos das cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, até ser descoberto por uma gravadora fluminense e alavancar, desde então, o sucesso de seus CDs Som de Barzinho.

Depois de 25 anos de carreira pelos barzinhos do Rio de Janeiro, Renato Vargas foi descoberto pela gravadora Deck.
O cantor tocava no Domarius, em Copacabana, enquanto João Augusto e Pepe buscavam na vida noturna do Rio e São Paulo alguém que encabeçasse um projeto de regravação dos maiores sucessos de botequim da MPB.

Do encontro, nasceu a série de discos O Som do Barzinho, inaugurada em março de 2001. Gravada ao vivo no Hipódromo Up e lançada em parceria com a Universal, a coleção vendeu mais de 600 mil cópias e ganhou discos de ouro e platina, lançando o nome de Renato para o grande público brasileiro.

Desconhecido da maioria do público brasileiro, com apenas seu violão, o carioca Renato Vargas gravou uma série de 4 volumes com as músicas mais pedidas por seu público, conquistado em 25 anos de carreira nos bares do Rio de Janeiro.

Para a surpresa de muitos, inclusive do próprio músico, a série intitulada O Som do Barzinho vendeu mais de 600.000 cópias em todo o Brasil, fazendo com que seu autor recebesse 4 discos de ouro, um para cada volume lançado. Sempre tive vontade de gravar um disco com as músicas mais pedidas nos bares onde eu me apresentei, mas nunca pensei que fosse fazer tanto sucesso, afirmou Renato sobre sua repentina fama.

As vendas dos discos provocaram uma mudança na carreira do músico, cuja trajetória também conta com composições gravadas por Beth Carvalho e Dominguinhos.

Ele agora vem rodando o País inteiro com um show que teoricamente deveria estar sendo feito nos bares da vida.
Já viajei para Belém, Manaus, Natal, levando o repertório dos discos para teatros e casas de espetáculos, revelou.
A história desse sucesso, na verdade, começou com o desejo dos produtores João Augusto e Pepe de gravarem as músicas que durante anos fizeram parte do repertório MPB de qualquer cantor de bar.

Com o projeto na mão, perambularam por bares de São Paulo e Rio à cata da voz e violão ideais. Chegaram a Renato Vargas que se apresentava no bar Domarius, em Copacabana.
Artista escolhido, repertório selecionado, a gravação foi feita pela Deckdisc que, com o apoio da Universal Music, distribuiu por todo o País.

A idéia, no entanto, não se completou aí. O produto final foi um disco ao vivo, o Som do Barzinho - Volume 1, gravado no bar carioca Hipódromo Up, com o público cantando junto, aplaudindo no meio da música, tudo para fazer o ouvinte sentir-se no aconchego de seu bar preferido.

Além disso, no encarte, as letras das músicas vêm acompanhadas de cifras para violão, recurso utilizado para os violonistas amadores que querem usar o CD como ponto de partida daquela apresentação caseira, para amigos.
O repertório escolhido por Renato Vargas tem aquelas canções que são verdadeiros hits de qualquer barzinho que se preze. Sampa, Andança, Flor de lis, Tarde em Itapoã, Gostava tanto de você, Sozinho, Qualquer coisa, entre outras, estão distribuídas pelos 4 discos da série.

São cantadas da forma mais próxima possível das originais, uma característica constante do bom músico de bar. Quem as escuta percebe de imediato que não há inovações, ou recriações, pois o mais importante da verdadeira bar song é fazer o repertório reconhecível e cantável pelo público. No caso, pelos ouvintes.

Renato Vargas, por vezes canta acompanhado do irmão Reinaldo Vargas. Juntos, eles desfilam uma seleção de hits da música popular brasileira, de Bossa Nova a samba canção como "O que é o que é", "O Bêbado e o Equilibrista", "Andança", "Caçador de mim", "Maria, Maria" e "Chega de Saudades".

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